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Apucarana

Publicado em 12 de Fevereiro de 2012, às 08h35min

Superlotação nas cadeias supera em 70% as vagas disponíveis

Levantamento recém-concluído pela 17ª SDP indica que 609 presos estão alojados em espaço destinado a 358

Maurício Borges - Tribuna do Norte - Diário do Paraná.

Crédito: Delair Garcia, da Tribuna do Norte - Diário do Paraná

Credito:  Delair Garcia, da Tribuna do Norte - Diário do Paraná

Superlotação nas cadeias supera em 70% as vagas disponíveis

 


 

Nos 26 municípios da área de abrangência da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana a superlotação das cadeias públicas extrapola em 70,1% o número das vagas disponibilizadas. Isso é o que mostra um levantamento solicitado pelo delegado-chefe Valdir Abraão e concluído no dia 30 de janeiro deste ano.

 

 

Nesta data, um total de 609 presos estavam recolhidos nas carceragens da região, sendo 566 homens e 43 mulheres. Entre eles estão inclusos 10 adolescentes.

 

A pesquisa aponta ainda que do total (609), 251 presos (230 homens e 21 mulheres) já são condenados. E, dessa forma, não deveriam estar cumprindo suas penas em cadeias, e sim em penitenciárias estaduais.

 

 

Deste total foram constatados ainda, 348 presos provisórios, ou seja, aqueles que são acusados por diversos tipos de crimes e aguardam julgamento ou tramitação do processo criminal no Judiciário.

 

Para agravar mais a situação, existem diversos casos de presos que já excederam o prazo constitucional de 180 dias sem sentença e, pela Lei de Execução Penal deveriam ser colocados em liberdade.

 

O mesmo levantamento indica também que 74 presos (66 homens e 8 mulheres) na região já deveriam ter assegurado o direito ao regime de prisão semi-aberto. Porém, por falta de vagas na Colônia Penal Agrícola continuam presos em cadeias públicas.

 

AMPLIAÇÃO – Para amenizar o problema de espaço em Apucarana, conforme explica o delegado Valdir Abraão, foram providenciadas algumas adequações no minipresídio. “Nossa capacidade era de apenas 80 vagas em quatro alas, mas nós ampliamos isso com uma ala do seguro (presos em situação de risco), ala para os que trabalham na cozinha, ala feminina, ala de menores e o corró”, explica o delegado.

 

 

Segundo Abraão, o “raio x” da situação carcerária na região foi concluído recentemente e já encaminhado para a Secretaria da Justiça. “A prioridade inicial seria a transferência dos presos condenados e que ainda não foram para o sistema prisional”, admite o delegado chefe da 17ª SDP.

 

De acordo com ele, o maior problema é a falta de vagas no sistema. “É preciso agendar e esperar, tanto no caso da Colônia Penal Agrícola, como das penitenciárias”, assinala.

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  • Marilia 14/02/2012 01h12

    Então o plano é tyrazer todos estes presos para apucarana, e complementar com os de Londrina e Maringá para dar mão de obra barata para poucas empresas beneficiadas que despediram muitos empregados formais esperando estas vantages!Fora presidio! viva empregos!

  • Fábio 13/02/2012 11h03

    Não me preocupo nem um pouco com superlotação de cadeia e presídios, acho que devem ser seguros pra que nada entre e que ninguém fuja de lá. Lá não é pra ser colônia de férias, tem que ser o pior lugar do mundo, do jeito que está (celular, drogas, festas bandeirantes etc) dá gosto cair lá, nós os sustentamos, tem auxílios absurdos, mais direitos que qualquer trabalhador... e aí vai. Tenho pena é de alunos e professores que pra aprender tem que estudar dentro de salas contâiners, isso sim é terrível, pra esses bandidos, 50 numa cela é pouco.

  • marcos 13/02/2012 01h18

    explode tudo. pois meu dinheiro não e capim.

  • solim 12/02/2012 13h59

    enquanto isso muitos trabalhadores nao tem acesso a saude,educação e alimentação e nós pobres cidadãos ficamos refém desses animais e ainda somos obrigados a sustentar essa corja de vagabundos,pena de morte já para crimes hediondos,ou eles vão continuar fazendo festinhas como a ocorrida em bandeirantes com direito a churrasco e cerveja,e o delegado diz não saber de nada. sociedade podre e hipócrita,até quando vamos tolerar isto.

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