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Ciência e Tecnologia

Publicado em 19 de Março de 2011, às 11h09min

'Pessoas têm medo de perder o celular, mas não de vírus', diz McAfee

Segundo Gebhart, não há um grande número de ameaças a celulares hoje

G1.com

Crédito: Divulgação

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Todd Gebhart é vice-presidente executivo da McAfee

Em seu celular está sua agenda telefônica, seus emails, fotos de sua família e informações como senhas e números de cartão de crédito. É por isso que o avanço dos vírus para aparelhos telefônicos preocupa a maioria dos usuários de smartphones, certo? Errado. De acordo com o vice-presidente executivo da McAffe, Todd Gebhart, os consumidores estão mais preocupados com a perda dos seus celulares do que com as ameaças de vírus.
 

Uma pesquisa divulgada pela McAfee em fevereiro revelou que os novos malware para celulares identificados pela empresa em 2010 subiram 46% ante o total de 2009. Porém, Gebhart afirma que não houve uma grande massa de ataques a celulares ainda.

 

“Mesmo no mercado de computadores levaram anos para que as pessoas entendessem as ameaças que existiam, e acontecerá da mesma forma com os celulares”, completou.
 

Mais suscetível


Segundo o executivo, o que está acontecendo é uma mudança dramática na plataforma móvel, que está mais suscetível aos ataques. E essa transformação começou com o iPhone. “Ele foi o primeiro aparelho a disponibilizar conexão wi-fi e a quebrar o controle da operadora sobre o acesso a dados. Agora, com o wi-fi, os usuários podem ir a lugares na internet que não passam pela operadora”, explicou.
 

Portanto, não há muita diferença entre o vírus de computador e celular, pois tudo o que você faz na internet, independente da plataforma, pode trazer consequências similares, como roubo de dados. “O vírus em smartphone possui o mesmo conceito do vírus em PC. A única diferença é a sua implementação. Por isso, a estrutura é diferente, mas o que os hackers estão tentando fazer é parecido”
.

Gebhart explica que os hackers começaram a criar vírus para celular devido ao seu poder de penetração e propagação. “Quantos desses aparelhos estão no mercado? Eu posso escrever algo ruim uma vez e isso se espalhar muito mais rápido em todo o mundo”, completou.
 

Segurança dos dados


Hoje, a segurança não se refere apenas ao malware. Conforme o executivo, o cenário de ameaças nos smartphones está relacionado a proteger as informações do aparelho. “Claro que fazemos proteção contra vírus, mas esse não é o principal problema hoje”.
 

Gebhart explica que os softwares de segurança tentam proteger os dados pessoais dos usuários, como contatos, agendas, aniversários e fotos. “Uma vez eu estava na Disney e meu celular caiu em um brinquedo. Como os funcionários me falaram que eu não poderia pegar, eu entrei em pânico porque todos os meus dados estavam lá. Com esses programas posso trancar o meu celular, mandar um alerta para que o telefone comece a “gritar” para que eu veja onde ele está, ou monitorar ele pelo GPS”.


Se o usuário nunca conseguir recuperar o celular, ele poderá trancá-lo e limpar as informações. Além disso, quando ele for comprar um aparelho novo, o usuário poderá recuperar os dados com o serviço de “backup”. “Por isso, nós reunimos as duas maiores ameaças de hoje: a segurança das informações e do aparelho”. O executivo afirma que o importante não é saber se existe um novo malware e, sim, “ter certeza se o meu aparelho e as minhas informações estão seguras”.

 

Previsões


Gebhart acredita que não devemos nos preocupar apenas com os smartphones. A McAfee divulgou que o número de dispositivos conectados à internet aumentará de 1 bilhão para 50 bilhões em 2020, no mundo.
 

"Não se trata apenas de smartphones. Pense nas televisões com acesso à internet, consoles de games, aparelhos de música e, inclusive, geladeiras e carros inteligentes. Portanto, começamos a pensar na habilidade que esses aparelhos possuem de conter informações que as pessoas querem”, explica.
 

O executivo acha difícil prever quantos ataques irão acontecer no futuro. Porém, é possível fazer uma análise a partir da penetração de aparelhos móveis, que devem ultrapassar os computadores. “Se não for em 2011, você verá maiores ameaças em 2012”, afirma.

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